Por Wanglézio Braga / Fotos: Cedidas/Arquivo Pessoal
O peão acreano Alison de Souza Aguiar, de 30 anos, natural de Rio Branco, está de malas prontas para retornar à Austrália, onde disputa a Professional Bull Riders (PBR) e representa o Brasil na principal liga de montaria em touros do país. Em passagem pelo Acre para descansar e rever a família, ele concedeu entrevista exclusiva ao Portal Acre Mais, na qual relembrou a trajetória marcada por superação, fé e persistência. Da infância simples na zona rural à carreira internacional, Alison construiu uma história que hoje inspira jovens peões em todo o estado.
Filho de ex-competidor, Alison cresceu em meio aos treinos e às arenas improvisadas, sem imaginar que o rodeio se tornaria profissão. Aos 18 anos, conquistou as primeiras vitórias em Sena Madureira e Tarauacá, passou por Rondônia, seguiu para São Paulo e, após enfrentar a negativa de vistos para os Estados Unidos, encontrou na Austrália a grande oportunidade. Hoje, Alison é atleta da PBR Austrália e se consolida como um dos principais nomes do rodeio acreano no cenário internacional, destacando o acolhimento recebido no país e a realização de um sonho.

Apesar das dificuldades iniciais, como a adaptação ao idioma e à cultura, o peão afirma que a receptividade dos australianos foi decisiva para o sucesso. Para ele, cada obstáculo superado reforça a importância da dedicação e da fé. “Valeu cada esforço, cada sacrifício. Hoje posso dizer que vivo do rodeio”, resume, ao destacar o orgulho de representar o Acre e o Brasil nas arenas internacionais.

Antes de embarcar para mais uma temporada, Alison deixou um recado aos jovens: acreditar, persistir e lutar pelos próprios sonhos. “Nada vem fácil, mas quem corre atrás consegue. Obstáculos sempre vão existir, mas desistir não é opção”, afirmou. A nova jornada começa em março, com mais uma temporada que promete desafios e novas conquistas para o peão acreano.
“Quando eu entro na arena, eu levo comigo tudo o que vivi no Acre. Lembro da minha família, dos amigos, das dificuldades e das oportunidades que tive. Isso me dá força e me mantém focado. Representar o meu estado lá fora é uma responsabilidade muito grande, mas também um orgulho enorme”, afirmou Alison, destacando que cada montaria carrega um significado especial. “Não é só um esporte, é uma missão, é mostrar que do Norte também saem grandes atletas“.
O peão também ressaltou a importância do apoio familiar e da fé ao longo da trajetória. “Se não fosse Deus e minha família, eu não teria chegado até aqui. Nos momentos mais difíceis, quando tudo parecia dar errado, foi a fé que me manteve em pé. Eu sempre digo que ninguém vence sozinho”, declarou. “Meu sonho é abrir portas para outros jovens do Acre, mostrar que é possível ir além e conquistar o mundo.”
