Por Wanglézio Braga
O 2º Fórum da Liberdade – Empreendedorismo que Move o Acre foi realizado nesta sexta-feira (23), em Rio Branco, com debates sobre liberdade econômica, empreendedorismo rural e as perspectivas de crescimento do agronegócio no estado. O evento foi organizado pelo Brasil Empreende e pelo Students For Liberty (SFL), com a proposta de aproximar os jovens dos desafios e das oportunidades da economia acreana, especialmente nos setores produtivos.

João Pedro Santos, membro do Fórum da Liberdade no Acre, explicou que a iniciativa tem como inspiração num evento nacional que reúne nomes ligados à defesa da liberdade no Brasil e no exterior. “Nós, jovens do SFL, temos o objetivo de promover a liberdade em todos os seus nuances, desde a liberdade econômica, a liberdade religiosa, a liberdade de expressão”, afirmou. Segundo ele, a edição acreana busca estimular o interesse da juventude pelo empreendedorismo e pela realidade econômica da região Norte. “O nosso objetivo com certeza foi alcançado”, avaliou, ao destacar a participação de jovens interessados no desenvolvimento do estado.
Um dos destaques da programação foi a palestra de Pedro Lucas Luges, com o tema “Empreendedorismo rural e Liberdade Econômica”. Durante a apresentação, ele abordou as oportunidades para o agronegócio acreano diante da perspectiva de crescimento da população mundial e da demanda por alimentos nas próximas décadas. Para o palestrante, o Brasil tem condições de ampliar sua participação no mercado internacional, e o Acre precisa discutir como aproveitar esse cenário. Entre os pontos levantados estavam a melhoria da infraestrutura, a ampliação da capacidade de armazenagem, o escoamento da produção e a segurança jurídica para os produtores rurais.

Luges também chamou a atenção para as dificuldades enfrentadas por pequenos produtores da Amazônia, especialmente em relação aos embargos ambientais. Na avaliação dele, aproximar a juventude do cotidiano de quem trabalha no campo é importante para preparar as futuras lideranças políticas e empresariais. “A gente tem que entrelaçar essa comunicação dos jovens com os produtores”, disse. Ele defendeu que o contato com essas questões ajude os participantes a desenvolver pensamento crítico sobre os caminhos da produção rural e da economia brasileira.

