Por Wanglézio Braga
A cadeia produtiva do mel foi tema de uma palestra realizada na manhã desta sexta-feira (25), durante a programação da Expo Fronteira, em Assis Brasil, no Alto Acre. A atividade foi conduzida por Rúbia Lima, chefe do Núcleo do Mel da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), que apresentou a produtores e estudantes as possibilidades de geração de renda por meio da apicultura. A iniciativa também buscou aproximar os jovens da atividade e mostrar oportunidades profissionais ligadas à criação de abelhas e à produção de mel.
Durante a palestra, Rúbia destacou a participação de alunos do IPTEC e explicou que profissionais como técnicos e veterinários podem encontrar na cadeia do mel uma possibilidade de atuação e geração de renda. A programação também contou com a participação de um produtor que compartilhou sua experiência após buscar capacitação para trabalhar com abelhas e desenvolver a produção na região. Segundo Rúbia, o Alto Acre possui uma grande diversidade de fauna, flora e abelhas, o que cria condições para ampliar a produção de mel na região.
A chefe do Núcleo do Mel também relatou que produtores e compradores peruanos têm demonstrado interesse pelos produtos apresentados durante a feira. Segundo ela, visitantes do Peru chegaram cedo à Expo Fronteira e já realizaram compras, além de conhecerem a variedade de méis produzidos no estado. Para Rúbia, esse movimento reforça a necessidade de os produtores do Alto Acre conhecerem melhor os recursos existentes na própria região e transformarem essa diversidade em oportunidade comercial.
O desafio, segundo a representante da Seagri, é fazer com que a produção de mel avance também entre os produtores locais, reduzindo a necessidade de trazer expositores de outras regiões do Acre para eventos no Alto Acre. A proposta apresentada durante a palestra é ampliar a capacitação e o conhecimento sobre a atividade para que cada região possa identificar seu próprio potencial. Na Expo Fronteira, o mel acabou entrando na programação não apenas como produto à venda, mas como uma atividade que ainda tem espaço para crescer entre quem vive e trabalha na fronteira.
