Por Wanglézio Braga
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) instaurou um procedimento administrativo para intensificar o enfrentamento às queimadas e ao desmatamento ilegal no município de Feijó. A medida foi oficializada por meio da Portaria nº 12/2026/PJCÍVEL, assinada pela promotora de Justiça Giselle Luiza Silva, diante da aproximação do período de estiagem e dos riscos ambientais que historicamente afetam a região. O documento foi publicado na edição de hoje (19) do Diário Eletrônico do MPAC.
O documento destaca que as queimadas e o desmatamento contribuem diretamente para o agravamento das mudanças climáticas, redução da umidade do ar e aumento da frequência de incêndios florestais. O Ministério Público reforça que o combate às queimadas ilegais é uma prioridade para a preservação ambiental e proteção da população acreana, especialmente em um cenário de eventos climáticos cada vez mais extremos na Amazônia.
Entre as medidas determinadas estão a elaboração de recomendações para ações preventivas, o pedido de informações à Defesa Civil de Feijó sobre o plano de contingência para a estiagem, além da solicitação ao Instituto de Meio Ambiente do Acre (IMAC) para apresentar as estratégias de combate ao desmatamento e às queimadas no município.
A promotoria também pretende envolver instituições como a Embrapa Acre em ações de educação ambiental voltadas à prevenção de incêndios e ao manejo sustentável. Segundo o MPAC, o objetivo é unir esforços entre órgãos públicos e sociedade para reduzir os impactos ambientais, preservar a biodiversidade e evitar prejuízos à saúde da população durante o período mais seco do ano.
