Por Wanglézio Braga
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) decidiu aprofundar as investigações sobre problemas estruturais no Ramal da Galileia, localizado na Vila Benfica II, em Rio Branco. A medida foi formalizada por meio da conversão de um procedimento preparatório em inquérito civil, após mais de seis meses sem solução definitiva para as demandas apresentadas pela comunidade. A investigação busca apurar as condições de trafegabilidade e a precariedade do saneamento básico na região, temas considerados essenciais para a qualidade de vida dos moradores.
De acordo com o despacho assinado pelo promotor de Justiça Walter Teixeira Filho, os elementos já reunidos indicam a necessidade de avançar nas apurações. O Ministério Público aponta que os problemas persistem mesmo após tentativas de resolução, o que motivou a adoção de medidas mais rigorosas. A instauração do inquérito civil permite ampliar a coleta de provas e responsabilizar eventuais omissões do poder público.
Como parte das providências, foram expedidos ofícios à Secretaria Municipal de Agropecuária (Seagro) e ao Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb). Os órgãos têm prazo de até 25 dias para apresentar informações detalhadas sobre a situação atual do ramal, incluindo a execução de reparos em uma ponte e a viabilidade de implantação da rede de esgotamento sanitário.
A falta de infraestrutura adequada em áreas rurais e periurbanas segue como um desafio recorrente na capital acreana, especialmente em regiões mais afastadas. O avanço do inquérito civil pode resultar em recomendações, termos de ajustamento de conduta ou até ações judiciais, caso sejam identificadas irregularidades.
