Por Wanglézio Braga
O Instituto de Meio Ambiente do Acre (IMAC) autorizou a emissão de licenças prévias para três novos empreendimentos de suinocultura no Alto Acre, ampliando a atividade na região de fronteira. As autorizações contemplam duas colônias em Epitaciolândia e uma em Brasiléia, todas localizadas ao longo da BR-317, importante corredor logístico do estado. As autorizações foram publicadas na edição de hoje (06) do Diário Oficial do Estado (DOE).
Em Epitaciolândia, foram licenciadas duas unidades com capacidade para 1.008 suínos cada, sendo uma no km 11, na Colônia do Futuro, e outra no km 05, na Colônia São Pedro. Já em Brasiléia, a licença prévia autoriza a implantação de uma criação com capacidade para 1.200 animais, também no km 05 da rodovia. As licenças representam a etapa inicial do processo ambiental e atestam a viabilidade dos projetos, condicionando a implantação ao cumprimento de exigências técnicas e ambientais.
A suinocultura tem ganhado espaço no Alto Acre como alternativa de diversificação produtiva, especialmente entre pequenos e médios produtores. Dados do setor indicam que a atividade pode gerar renda contínua, com ciclos produtivos curtos e alta demanda por carne suína no mercado regional. Em municípios como Epitaciolândia e Brasiléia, a proximidade com a fronteira boliviana também abre oportunidades comerciais, fortalecendo cadeias locais de abastecimento e incentivando investimentos em infraestrutura rural.
No cenário nacional, o Brasil está entre os maiores produtores e exportadores de carne suína do mundo, com destaque para a profissionalização da cadeia produtiva e o avanço de tecnologias de manejo e biossegurança.
