Por Wanglézio Braga
A Secretaria de Estado de Agricultura do Acre (Seagri) avançou em um dos projetos mais estratégicos para o setor produtivo e de eventos do agronegócio ao garantir a desapropriação de uma área de mais de 75 hectares às margens da BR-364, no KM 08, em Rio Branco. O espaço, localizado nas proximidades da Cidade do Povo, será destinado à construção de uma nova estrutura para a própria secretaria e para a realização da Expoacre, considerada a principal vitrine do agronegócio regional.
A formalização ocorreu por meio de extrato publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta segunda-feira (30), que detalha a aquisição do imóvel por R$ 22,6 milhões, em processo de desapropriação amigável. A negociação prevê pagamento em três parcelas mensais. A medida é tratada como um marco para a modernização da infraestrutura da Expoacre e da gestão agrícola no estado tendo em vista que nenhuma outra gestão conseguiu.

Segundo a secretária Temyllis Silva, o projeto busca dar mais eficiência aos investimentos públicos já realizados anualmente na feira. Atualmente, os custos com montagem e estrutura temporária são elevados e se repetem a cada edição. “Gastamos mais de R$ 10 milhões de reais todos os anos com a Expoacre. Quando digo nós, são todas as secretarias em conjunto para organização dos espaços, instalações elétricas, com limpeza e outros serviços, para que depois da feira, quando acabar o aluguel da área tudo ser alvo de vândalos”.
Temyllis diz que a proposta é transformar o espaço em um polo permanente, com galpões, áreas técnicas, laboratórios e uma vitrine tecnológica para o agronegócio acreano, reduzindo gastos a longo prazo e ampliando o alcance das ações. “Nessa vitrine tecnologia teremos parcerias com instituições como IFAC, UFAC, Sebrae-AC e tantos outros”, comentou.
A nova área também deve impactar diretamente produtores, expositores e moradores da região, ao concentrar serviços e melhorar a logística dos eventos. “A criação de um espaço definitivo para a Expoacre promete reduzir custos públicos e ampliar oportunidades de negócios no Acre. E nós estamos falando de investimentos no local e também nas proximidades do complexo, afinal, novas estruturas desde comunicação (ampliação da telefonia/internet) até restaurantes, hotéis e outros serviços podem atrair investidores para a região”, finalizou.
