Por Wanglézio Braga / Fotos: Cedidas
Moradores do Ramal Pinheiro Barreto, na zona rural de Xapuri, denunciam dificuldades de acesso que têm impactado diretamente a produção agrícola local. Produtores afirmam que estão isolados, enfrentando ramais intrafegáveis, pontes quebradas e atoleiros constantes, cenário que impede o escoamento de alimentos como banana, milho e melancia e compromete a sobrevivência de cerca de 40 famílias.
O problema ganha ainda mais peso no momento em que o município celebra 121 anos de fundação. Enquanto a gestão do prefeito Maxsuel Maia investe em uma imagem positiva nas redes sociais, moradores relatam abandono. “Na propaganda a cidade é uma ‘princesinha’, mas na realidade está judiada”, diz um produtor ouvido pelo Portal Acre Mais nesta segunda-feira (23).
Na prática, a falta de infraestrutura tem levado ao colapso da produção rural. Sem acesso, agricultores estão reduzindo ou abandonando o plantio, acumulando prejuízos e vendo a produção se perder, já que nem mesmo caminhonetes traçadas conseguem trafegar. Mais de 40 famílias dependem do ramal, que também dá acesso à região do Altamira, mas permanecem isoladas. “Aqui em casa e nos vizinhos, nós tivemos que diminuir a produção porque como vamos escoar? Ou produz pouco e tenta a sorte, ou produz muito e fica nessa condição!”, disse outro produtor que pediu para não ter o nome revelado.

Os relatos apontam um problema crônico e negligenciado. Há mais de três anos sem manutenção adequada, o ramal se tornou símbolo da falta de gestão e planejamento da prefeitura, que realiza intervenções pontuais e ineficazes.
O QUE DIZ A PREFEITURA?
Procurado pelo Portal Acre Mais, o secretário municipal de Infraestrutura, José Maria Cacau, atribuiu os entraves às chuvas e à dificuldade na retirada de madeira para construção de pontes. Segundo ele, existe uma parceria entre comunidade/IBAMA/PMXP para fazer a manutenção, mas as chuvas não dão trégua. Ainda assim, a falta de prazo, de solução concreta e de presença efetiva da gestão Maxsuel Maia reforça uma percepção de ingerência administrativa, deixando comunidades inteiras sem acesso e sem perspectivas de melhoria.
