Por Wanglézio Braga
A Companhia Nacional de Abastecimento, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgou neste mês o Boletim Hortigranjeiro nº 2 – Volume 11, elaborado no âmbito do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort). O levantamento aponta que o preço da cenoura registrou nova alta em janeiro nas principais centrais de abastecimento do país. A média ponderada entre as Ceasas apresentou elevação de 8,55% em relação a dezembro de 2025, indicando pressão nos valores praticados no mercado atacadista.
Entre as unidades analisadas, o avanço foi mais expressivo em algumas capitais. A Ceasa de Rio Branco registrou a maior alta do país, com aumento de 32,14% no preço da cenoura, seguida pela central de Belo Horizonte, com 24,29%, Vitória com 18,37% e Recife com 16,13%. Os dados reforçam o impacto das condições climáticas e logísticas no abastecimento de hortaliças nas centrais de distribuição.
De acordo com o boletim da Companhia Nacional de Abastecimento, a produção nacional de cenoura está concentrada principalmente em três estados: Minas Gerais, São Paulo e Goiás, responsáveis por 87,23% de toda a produção brasileira. Municípios como Piedade (SP), Patos de Minas, Uberaba e Araxá (MG) aparecem entre os principais polos produtores da raiz no país.
O relatório também aponta que as chuvas constantes têm impactado diretamente o mercado. Embora o excesso de precipitação possa reduzir a oferta ao dificultar a colheita e aumentar perdas no campo, também compromete a qualidade da raiz. A qualidade inferior do produto pode provocar queda de preços em algumas Ceasas, como ocorreu na unidade de Belo Horizonte, onde o valor médio da cenoura registrou retração de 11% em fevereiro.
