Silêncio oficial: Caso em Xapuri levanta suspeitas sobre critérios da Secretaria da Mulher para agir

Da redação do Portal Acre Mais

A ausência de manifestação pública da Secretaria de Estado da Mulher do Acre (Semulher) diante das supostas denúncias feitas pela ex-primeira-dama de Xapuri, Ana Carla Oliveira, contra o prefeito do município, Maxsuel Maia (PP), tem gerado questionamentos sobre os critérios adotados pela pasta no atendimento e acolhimento de vítimas de violência. O caso ganhou ampla repercussão nas redes sociais e em veículos de comunicação ao longo do fim de semana, após a divulgação de relatos e imagens que mostram marcas de agressões.

Em matéria divulgada recentemente na Agência de Notícias do Acre, o governo destacou que a Semulher, criada em março de 2023, “atua nos 22 municípios com políticas voltadas à proteção, acolhimento e fortalecimento da autonomia das mulheres”. No entanto, até o momento, não houve posicionamento público da secretaria sobre as denúncias apresentadas por Ana Carla, que afirmou ter sofrido agressões físicas, psicológicas e morais, além de ameaças ao longo do relacionamento. Segundo ela, parte das situações resultou em hematomas visíveis.

Matéria do Governo estampa que a Semulher trabalha para políticas voltadas à proteção

A máxima “mexeu com uma, mexeu com todas” soa vazia quando confrontada com a ausência de posicionamento público da Secretaria da Mulher sobre um caso amplamente divulgado. Por que a pasta não se manifestou? Que tipo de suporte foi oferecido à vítima, que precisou recorrer às redes sociais para denunciar agressões físicas, psicológicas e morais? A quem cabe decidir quando “meter a colher”? Ao que tudo indica, o critério não é a gravidade dos fatos, mas sim o peso político dos envolvidos.

A falta de manifestação oficial levanta questionamentos sobre quais medidas foram adotadas para apoiar a vítima e se houve acompanhamento institucional do caso. O Portal Acre Mais entrou em contato com a Assessoria de Imprensa da Semulher neste domingo (01) que resumiu ao nosso questionamento ao responder: “Sem manifestações”.

Com o visível silêncio, entidades, lideranças sociais e internautas cobram transparência e esclarecimentos sobre o tipo de assistência prestada, além de reforçarem a importância de que denúncias envolvendo autoridades públicas, em especial de políticos filiados a partidos que dominam o Acre, recebam o mesmo tratamento dado a qualquer outra situação de violência doméstica.

Vale lembrar, o Acre figura entre os estados com altos índices de violência contra a mulher, incluindo registros de feminicídio, o que amplia a cobrança por respostas rápidas e efetivas das instituições responsáveis pela proteção das vítimas.

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