Por Wanglézio Braga *
A alternância de poder é um dos pilares fundamentais da democracia. Mais do que uma simples troca de nomes, ela representa a renovação de ideias, a oxigenação da gestão pública/privada e a oportunidade concreta de aprimorar políticas públicas. Quando o poder se perpetua nas mesmas mãos, o risco da estagnação cresce, e a inovação perde espaço.
Dar chance a novas lideranças não significa desmerecer trajetórias consolidadas, mas reconhecer que a sociedade é dinâmica e que suas demandas mudam ao longo do tempo. Novos atores políticos carregam consigo outras vivências, percepções e soluções, capazes de dialogar com uma população cada vez mais plural. A renovação política amplia o debate, fortalece a representatividade e aproxima o poder da realidade das pessoas.
Além disso, a alternância funciona como mecanismo de controle e equilíbrio. Governos que sabem que podem ser substituídos tendem a agir com mais responsabilidade, transparência e compromisso com resultados. A possibilidade real de mudança estimula a eficiência administrativa e freia práticas personalistas, contribuindo para a construção de gestões mais modernas e abertas ao diálogo.
É preciso compreender que liderar também é saber abrir espaço. Formar sucessores, estimular novos quadros e apostar na diversidade política são sinais de maturidade institucional. O futuro se constrói quando há coragem para permitir que novas vozes ocupem lugares de decisão, garantindo que o poder continue sendo um instrumento coletivo, e não um projeto individual.
* Wanglézio Braga é jornalista, editor-chefe do Portal Acre Mais.
