Por Wanglézio Braga
Num mês em que o debate sobre exportações ganhou força no estado, o Acre iniciou 2026 com desempenho modesto no comércio exterior. Segundo dados do Ministério do Comércio Exterior, o estado exportou pouco mais de US$ 10 milhões em janeiro, superando apenas o Amapá no ranking da Região Norte.
O contraste chama atenção quando comparado a estados mais novos. Roraima, por exemplo, registrou exportações de cerca de US$ 38 milhões no mesmo período, quase quatro vezes mais que o Acre. O desempenho reforça a urgência de políticas públicas voltadas à infraestrutura, logística, integração regional e estímulo à produção voltada ao mercado externo.
Outro dado que chama a atenção é a proximidade entre Acre e Amapá, que exportou pouco mais de US$ 9 milhões. O Amapá é considerado um estado isolado, com acesso basicamente por via fluvial ou aérea, o que encarece o transporte e limita a competitividade. Mesmo com essas dificuldades logísticas, o Amapá conseguiu praticamente igualar o volume exportado pelo Acre, ampliando o debate sobre gargalos estruturais e estratégicos enfrentados pelo estado.
Numa breve avaliação, o fortalecimento da cadeia produtiva, a atração de investimentos, a retomada de projetos logísticos e a integração com mercados internacionais são fundamentais para mudar esse cenário. A expectativa é que iniciativas como a ZPE, a ampliação da integração com o Pacífico e novos programas de incentivo possam contribuir para elevar o protagonismo do Acre nas exportações brasileiras.
