Por Wanglézio Braga
A produtora rural Elza Rodrigues, do Polo Geraldo Fleming, em Rio Branco, aposta no cultivo da pimentinha de cheiro roxa, uma variedade rara, extremamente aromática e de alto valor gastronômico, que vem conquistando espaço entre consumidores na Feira do Terminal de Ônibus do Adalberto Sena. Há quase 18 anos no polo agrícola, Dona Elza integra uma cooperativa e trabalha com produção diversificada, priorizando práticas sustentáveis e adubação orgânica.
A pimentinha roxa se destaca pelo aroma intenso, sabor marcante e produtividade. Com apenas três meses após o plantio, a planta já inicia a produção, permitindo colheitas a cada 15 dias, tanto no inverno quanto no verão. De porte robusto, a planta ultrapassa um metro de altura, apresenta ramagem espessa e pode produzir centenas de frutos, que amadurecem do roxo escuro ao tom rosado. “Essa pimentinha é muito cheirosa, uma delas equivale a duas pimentas comuns. Tem cliente que vem aqui só por causa dela”, conta a produtora.

O cultivo segue princípios da agricultura orgânica. Dona Elza reaproveita restos de frutas, sementes e cascas para fazer compostagem, garantindo adubação natural, além de manter a limpeza constante do solo. O manejo simples, aliado ao uso de adubo orgânico, garante produtividade elevada e qualidade superior, tornando a pimenta uma excelente alternativa de renda para pequenos produtores.
Versátil, a pimentinha de cheiro roxa é usada no tempero de caldos, carnes, peixes, molhos e compotas. Segundo a produtora, o aroma intenso agrada especialmente consumidores que buscam sabores tradicionais, resgatando memórias afetivas de gerações passadas. “Muitos clientes dizem que essa é a pimenta que existia antigamente e que hoje é difícil de encontrar”, destaca.

