Por Wanglézio Braga
A safra de pupunha acreana já mudou o cenário de ruas e mercados públicos, especialmente em Rio Branco. Em plena colheita, o produto aparece em bancas improvisadas, feiras livres e pontos tradicionais de venda, com preços que variam entre R$ 20 e R$ 35 o quilo, dependendo do tamanho, da qualidade e do local de comercialização. Para muitos produtores, este é o período mais importante do ano para garantir renda extra.

Grande parte da pupunha que abastece a capital vem de áreas próximas, com destaque para Plácido de Castro, Senador Guiomard, Capixaba e regiões de agricultura familiar no entorno de Rio Branco. O cultivo se adaptou bem ao clima e ao solo da região, exige manejo simples e permite colheitas frequentes, o que torna a pupunha uma alternativa interessante para pequenos agricultores que buscam diversificar a produção.
Consumida cozida, assada ou como acompanhamento de refeições, a pupunha é um alimento tradicional que une sabor, saúde e oportunidade econômica. Além do bom retorno no campo, a pupunha também ganha espaço pela qualidade nutricional. Rica em fibras, ajuda no funcionamento do intestino e prolonga a sensação de saciedade. O fruto ainda é fonte de vitaminas do complexo B, vitamina A e minerais como potássio e magnésio, importantes para a saúde do coração, dos músculos e para a reposição de energia no dia a dia.
