Por Wanglézio Braga
O Pará liderou o ranking de exportações entre os estados da Região Norte em 2025, com mais de US$ 24,2 bilhões embarcados para o mercado internacional, segundo dados do IBGE. Bem atrás, Rondônia aparece na segunda posição, com pouco mais de US$ 3 bilhões, seguido de perto pelo Tocantins. O cenário evidencia uma forte concentração das exportações em poucos estados e uma grande disparidade regional.
Na outra ponta da lista está o Acre, que ocupou a sétima colocação, com US$ 98,8 milhões exportados ao longo do ano. O desempenho acende um alerta sobre a baixa inserção do estado no comércio exterior, especialmente quando comparado a vizinhos que compartilham características logísticas e produtivas semelhantes, como Rondônia e Tocantins.
Atualmente, a pauta exportadora acreana é fortemente concentrada em poucos produtos, com destaque para carne bovina, madeira e derivados florestais, além da castanha-do-brasil. A dependência de commodities primárias, com baixo nível de industrialização, limita o valor agregado das exportações e reduz a competitividade do estado no mercado internacional.
Apesar do potencial no agronegócio e na bioeconomia, o estado ainda enfrenta entraves estruturais e ausência de políticas eficazes para transformar produção local em riqueza exportável. Numa rápida avaliação, sem investimentos consistentes em infraestrutura, agroindustrialização e abertura de novos mercados, o Acre tende a permanecer nas últimas posições do ranking.
