Por Wanglézio Braga
O Governo Federal publicou no Diário Oficial da União (DOU) o decreto que define o valor do salário mínimo para 2026. A partir de 1º de janeiro, o piso nacional passa a ser de R$ 1.621,00. O valor diário fica em R$ 54,04 e a hora trabalhada será de R$ 7,37. O decreto foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e entra em vigor já no primeiro dia do ano.
Para o produtor rural, o novo valor serve de base para organizar a folha de pagamento de empregados permanentes e diaristas, além de contratos formais de trabalho no campo. O ajuste também influencia benefícios e obrigações trabalhistas que seguem o salário mínimo como referência.
O reajuste faz parte da política de valorização do salário mínimo prevista em lei, que considera inflação e crescimento econômico. Mesmo com o aumento, o governo afirma que a medida busca garantir reposição de renda para os trabalhadores, muitos deles ligados diretamente à produção agrícola e pecuária pelo país.
IMPACTO NO AGRO
Com o salário mínimo em R$ 1.621, o primeiro reflexo no agronegócio será no custo da mão de obra. Empregadores rurais devem rever contratos, diárias e encargos sociais. Pequenas propriedades, que dependem mais do trabalho manual, podem sentir o impacto maior no orçamento. Por outro lado, o reajuste também aumenta o poder de compra do trabalhador rural, o que ajuda a movimentar o comércio nas comunidades do interior. Outra mudança é no valor de benefícios e aposentadorias rurais atreladas ao salário mínimo, que também tendem a subir.
