Por Wanglézio Braga
A Brazano Café, comandada pelo agrônomo e doutor em Biotecnologia Janderson Dalazen, chegou à Agrotec 2025 com um propósito muito claro: garimpar e revelar cafés especiais produzidos na Amazônia, especialmente em Porto Velho. A empresa, reconhecida pela curadoria rigorosa, busca produtores capazes de entregar cafés de alta qualidade e com histórias que representem o território. Neste ano, o grande destaque é o café do produtor Abralino, de Nova Califórnia, selecionado pela Brazano para compor um perfil exclusivo apresentado na feira.

Dalazen explica que o objetivo da empresa não é apenas comercializar café, mas identificar talentos da cafeicultura regional, estimular boas práticas e conectar o produtor ao consumidor final. O café escolhido para a Agrotec reúne características sensoriais marcantes: notas de nibs de cacau, chocolate amargo, frutas secas, além de corpo intenso – um perfil típico dos robustas amazônicos, que tem surpreendido o público pela qualidade. “As pessoas experimentam e dizem: esse tem gosto de café de verdade”, comenta Janderson.
A Brazano tem parcerias com produtores de vários estados, mas mantém foco especial na Amazônia principalmente no Acre, Amazonas e Rondônia, onde a cafeicultura avança. Para integrar esse grupo, o produtor precisa cumprir critérios exigentes: ser responsável por um café especial, trabalhar de forma sustentável e estar disposto a entrar numa parceria que valoriza sua história. Isso porque, além da bebida, a Brazano faz questão de apresentar o nome, a trajetória e a identidade de quem produz.
Para Dalazen, a Agrotec reforça esse movimento de aproximação entre o público urbano e a produção rural. A feira abriu espaço para mostrar que Porto Velho também tem cafés de excelência, e que a empresa está pronta para seguir garimpando novos parceiros e ampliando o mapa dos cafés especiais amazônicos. “A intenção é gerar conexões verdadeiras, fortalecer quem produz e mostrar que Rondônia tem café de altíssimo nível”, afirma o agrônomo.
